Anorexic Fetish



Primeiramente, antes de iniciar o relato da minha experiência eu gostaria de deixar claro que o conteúdo deste texto não será a respeito da doença em si apenas, ou as suas causas e coisas do tipo, nem ao menos desejo criticar as pessoas que sofrem deste mal. Também não vou dar apoio ou fazer apologia. Está muito longe disso...


Bem, tudo começou quando eu estava em um ponto de ônibus acompanhada por uma pessoa, daí surgiu atrás de nós uma moça extremamente magra, ela estava no ósseo, parecia um ser humano com o corpo tomado por algo que consumia sua carne, dava para contar os caroços de sua coluna, cada costela, cada osso... Eu já conhecia a anorexia, eu sabia que se tratava de uma doença, mas eu não consegui pensar apenas nisso, um outro detalhe tomava conta da minha mente.

A jovem anorexica era muito bonita (eu encontrei beleza em seu rosto apesar da magreza). Ela tinha olhos azuis, cabelos loiros e lisos (natural) e era bastante alta (uma beleza do tipo européia), e apesar das roupas bastante frouxas em seu corpo eram bonitas e de muito bom gosto. Havia um refinamento naquela garota, o jeito dela era interessante para mim, alguma coisa me dizia que ela tinha classe, e eu sentia uma estranha atração por sua beleza exótica e bizarra.


Mesmo com tantos atrativos “interessantes” o que mais me tocou foi a forma como ela se posicionava naquele ponto de ônibus. Ela estava toda encolhida, de braços cruzados e uma timidez horrenda transparecia em seu rosto de traços tão finos e delicados toda vez que alguém a olhava com olhar de espanto. O ambiente ficou ainda mais carregado para mim principalmente quando a pessoa que estava ao meu lado começou a criticá-la em voz alta (sem querer, mas a moça ouviu).

Deu para perseber que a garota sabia que havia algo de errado com ela, e provavelmente eu imagino que deve ter se sentido triste, sozinha, diferente (no péssimo sentido) e estranhamente de certa forma “ofensiva” aos outros. Isso me deu um nó no cérebro! Essa atitude dela de se esconder atrás dos outros e cobrir o corpo a qualquer custo contradiz o que eu achava que sabia sobre anorexia. Pelo que eu conheço a pessoa que sofre deste mal não sente que está tão seca... mas também pode ser que ela esteja se escondendo por se achar “obesa” diante dos demais. Eu gostaria de saber o que ela estava realmente sentindo.


Esse caso ficou arquivado em minha mente durante algum tempo, mas eu não me movi muito para me aprofundar, até outro caso de anorexia aparecer diante de mim.


O segundo caso foi no primeiro dia de avaliação do ENEM. Eu havia chegado muito cedo no local e fiquei fazendo hora na frente do portão. Aí apareceu uma garota anorexica bem diante da minha pessoa. Na hora eu comecei a me lembrar da primeira anorexica e fazer comparações automáticas com a voz do pensamento.

Essa nova personagem do meu teatro bizarro era bem diferente da anterior. As pessoas a olhavam com pavor mas ela nem se importava, ela sorria, conversava com as amigas não anorexicas e inclusive parecia estar muito tranqüila com relação a prova que iríamos realizar. Fiquei encantada com a forma como ela parecia não se importar com os olhares indiscretos dotados do mais puro preconceito. Ela não era tão bela quanto a primeira, e também não estava tão bem vestida, mas também não era tão feia.


Os rapazes eram os que mais criticavam e cochichavam ofensas sobre ela uns para os outros. A partir daí foi que nasceu o meu grau mais alto de interesse pelo tema, eu perguntei a mim mesma: “- Se os homens criticam tanto, como é que elas se relacionam sexualmente ou quem sabe emocionalmente com eles?” . Com a curiosidade a flor da pele, dias depois comecei a minha pesquisa.


Os primeiros resultados não me deixaram satisfeita. Eu não senti a certeza de que estava completa a minha pesquisa apenas por descobrir que muitas mulheres anorexicas são lésbicas e se relacionam entre si para se satisfazerem. Não acreditei que esta solução seria o único caminho para todas as anorexicas, mesmo porque relacionamento lésbico não é do agrado de todas e é necessário o “desejo por outra mulher”, coisa que não se aplicaria a muitas mulheres que conheço por exemplo, se fossem anorexicas.

Continuei a minha busca e desta vez mudei o método, achei melhor procurar por homens que desejam anorexicas, achei que assim seria mais fácil. O resultado inicial também não me convenceu mas “lubrificou” de certa forma a minha curiosidade por homens com este fetiche.


Foi interessante confirmar o que eu de certa forma já imaginava, que é muito raro (raríssimo) encontrar homens brasileiros com este fetiche, tanto é que eu mesma não encontrei, mas não duvido que possa existir. A cultura Brasileira bate de frente com essa estética bizarra. Os que desejam uma bela bunda, não a encontrariam nas anorexicas... isso foi me deixando cada vez mais exitada.

Envolvida com a sedução do ritmo desta música que está tocando, encontrei finalmente os lugares certos para achar o que eu procurava. A cada clique uma surpresa recheada de êxtase visual, muito mais radiante do que a imagem da primeira anorexica que encontrei diante de mim. Muito distante da depreciação descrita em forma de críticas que encontrei em sites brasileiros.


Eu simplesmente encontrei mais um cômodo distinto na casa dos prazeres fetichistas. Através destas fotos que estou compartilhando com vocês eu vi uma beleza tão exótica quanto agressiva, tão delicada quanto brutal, tão leve quanto pesado e tão frágil quanto mórbida, cada um destes pares se misturam em minha mente quando penso em anorexic fetish. Eu tento esquecer os riscos, eu tento esquecer que também é tão belo quanto triste apenas para admirar estar imagens.


Note só na primeira foto, deitada no chão ao lado de singelos pedaços de pano como se estivesse acabado de ter sido desembrulhada como um presente, vestida com lingeries de primeira que com toda certeza foram feitas sob medida para ela. Exibe orgulhosa sua silhueta profunda e esquelética.

Na segunda foto eu vejo uma escrava devota se oferecendo com exuberância para servir ao seu amo. Veja que a forma como o cenário é organizado é armoniosa apesar de simples. Essa foto me atraiu pelo sugestivo ato masoquista.

A terceira foi uma das que mais mexeram comigo, pois acho extremamente sensual o ato de se deitar ou se envolver em peles de animais, e o animal escolhido dá ao cenário uma imagem rústica (é um javali) que se mistura com a delicadeza da taça de vinho sendo segurada artisticamente por um dos pés, a lingerie é romântica e exótica. Essa fotografia é um luxo, um luxo que poucas conseguem reproduzir, eu já vi tentativas semelhantes feitas por mulheres normais que só resultaram em uma catástrofe brega.

A quarta foto eu gostei porque sou amante de meia-calça, mas também dá para notar o tamanho da fragilidade da modelo, muito frágil com esse corpinho. Como consegue se prostituir?! È um mistério...

Gostei da quinta foto porque ballet boots são exitantes, e poucas mulheres conseguem ficar de pé com essa tortura nos pés. De acordo com o vídeo que assisti, essa modelo anda tranqüilamente com esses sapatos masoquistas, ela é tão leve que nem sente tanto a pressão do peso se aglomerando nas pontas dos pés enquanto se move. A pose que ela fez a deixou bastante imponentemente poderosa e firme.


Parece que a flexibilidade é um atributo que essas mulheres possuem e usam sem cerimônias. Diante de tudo isso que encontrei posso dizer que tenho muito em comum com essas pessoas, foram muitos os elementos que me agradaram, não posso negar. Mas fora de tudo que há de mais cativante nesse estilo, existe a tristeza e a possibilidade de uma morte próxima, reconheço que isso não é uma coisa tão feliz, espero que todas estejam bem e se recuperem dessa doença e que essas fotos se tornem apenas uma lembrança na vida de cada uma.

Quanto aos homens que procuram essa aventura, são na grande maioria europeus e tem de todas as idades... incrível. E como todo fetiche bizarro, anorexic fetish é artigo de luxo.

Espero que tenham gostado da postagem. Se gostou fique a vontade para deixar seu comentário, sua opinião a respeito. Eu respondo sempre que posso, é bom demais saber que a interação está sendo feita, portanto não exite em comentar!

Ingrid Naftalina.

Créditos das fotos:

Absolute Skinny





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